23 de Julho de 2019

    Kardec, Allan

    Foi no dia 3 de outubro de 1804 que nasceu em Lion, na França, o garoto Hippolyte Léon Denizard Rivail.

    Filho de culto casal, transformou-se em homem estudioso e pesquisador. Professor, publicou inúmeros livros de gramática e didática da língua francesa, conquistando respeito na sociedade francesa.

    De personalidade humanista, interessado no progresso dos homens, aos 50 anos teve sua atenção despertada para o fenômeno de manifestações das chamadas "mesas girantes", que viraram moda na Europa.

    Incrédulo com o fenômeno em si, passou para a atenta observação e daí para a pesquisa científica, concluindo pela realidade da comunicação com aqueles que se auto denominaram Espíritos.

    Coletando informações, comparando os ensinos e após exaustivo estudo, publicou O Livro dos Espíritos, que fez surgir no mundo a Doutrina Espírita.

    Ao contrário do que muitos pensam, ele foi apenas o organizador dos ensinos que os Espíritos trouxeram. Não fundou, não inventou o Espiritismo. Apenas organizou (codificou) os ensinos para publicar os livros.

    Sua obra permanece ainda muito desconhecida do mundo, mas possui roteiro de esclarecimento e orientação para transformação do homem na melhora do mundo. Teimando em ignorar as leis espirituais que regem a vida humana e as conseqüências deste permanente intercâmbio entre as mentes que estão no corpo e aquelas que dele já se desvincularam, o homem debate-se em busca de respostas claras e lógicas que já existem...

    A melhor forma de homenagear esse benfeitor da humanidade é conhecer a obra que organizou. Estudá-la para conhecê-la, a fim de evitar-se os inúmeros desvios e distorções que se praticam em nome do Espiritismo.

    Convidamos, pois, o leitor a conhecer o Espiritismo por meio do estudo sério e perseverante, para deixar de confundi-lo com tantas práticas místicas e absurdas que por aí estão.

    E, para aquilatarmos a nobreza desse importante vulto histórico, transcrevemos trecho de documento localizado entre os papéis deixados pelo Codificador Allan Kardec, e posteriormente publicado no livro Obras Póstumas, com o título Fora da caridade não há salvação (38.ª ed. FEB. Trad. Guillon Ribeiro. Segunda Parte: p. 371 e 372), onde lemos:

    "Estes princípios, para mim, não existem apenas em teoria, pois que os ponho em prática; faço tanto bem quanto o permite a minha posição; presto serviços quando posso; os pobres nunca foram repelidos de minha porta, ou tratados com dureza; foram recebidos sempre, a qualquer hora, com a mesma benevolência; jamais me queixei dos passos que hei dado para fazer um benefício; pais de família têm saído da prisão, graças aos meus esforços. Certamente, não me cabe inventariar o bem que já pude fazer; mas, do momento em que parecem esquecer tudo, é-me lícito, creio, trazer à lembrança que a minha consciência me diz que nunca fiz mal a ninguém, que hei praticado todo o bem que esteve ao meu alcance, e isto, repito-o, sem me preocupar com a opinião de quem quer que seja.

    A esse respeito trago tranqüila a consciência; e a ingratidão com que me hajam pago em mais de uma ocasião não constituirá motivo para que eu deixe de praticá-lo. A ingratidão é uma das imperfeições da Humanidade e, como nenhum de nós está isento de censuras, é preciso desculpar os outros, para que nos desculpem, de sorte a podermos dizer como Jesus-Cristo: “atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado”. Continuarei, pois, a fazer todo o bem que me seja possível, mesmo aos meus inimigos, porquanto o ódio não me cega. Sempre lhes estenderei as mãos, para tirá-los de um precipício, se se oferecer oportunidade.

    Eis como entendo a caridade cristã. Compreendo uma religião que nos prescreve retribuamos o mal com o bem e, com mais forte razão, que retribuamos o bem com o bem. Nunca, entretanto, compreenderia a que nos prescrevesse que paguemos o mal com o mal."

    Tais pensamentos revelam a nobreza de alma do grande pensador. Allan Kardec entregou sua vida a esses princípios, vivendo-os integralmente; tais princípios revelam a alma do Espiritismo, pois que a prática da caridade (aí compreendidos a benevolência ao próximo, o perdão das ofensas e a indulgência para com as fraquezas alheias) é a bússola que deve guiar o comportamento humano. E essa consciência deve conduzir-nos a aliviar as dificuldades alheias, fazendo o que estiver ao nosso alcance para realizar o bem.

    Essa a proposta espírita, que aliada à renovação interior de cada um, trará reflexos a toda a sociedade que atualmente sofre os efeitos desastrosos do egoísmo e da indiferença.

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